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domingo, 1 de maio de 2011

Comentários do  Engenheiro Vanderley John tem livre-docência pela Universidade de São Paulo, com pós-doutorado no Instituto Real de Tecnologia, na Suécia. É também um dos fundadores do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), que realizou, em setembro, evento em São Paulo, no qual ele abordou o tema materiais.
Quais os impactos da construção civil no meio ambiente?
No Brasil não temos números consolidados. Mundialmente, o consumo de recursos naturais pelo setor varia entre 40% e 75%. O consumo de energia elétrica pelos edifícios é de cerca de 48% e tem crescido mês a mês. Mas não existem dados de quanto as indústrias consomem na produção dos materiais de construção. Por outro lado, nenhum setor tem um produto tão grande quanto a cadeia da construção civil: ele é do tamanho do país, são as cidades, as estradas e tudo mais. Muito do que é extraído da natureza vai terminar em edifícios, rodovias e outras obras. E não se faz algo desse porte sem um impacto ambiental significativo. Quanto aos resíduos de construções e demolições, da ordem de 500 quilos por habitante anualmente, já representam volume maior que o de lixo urbano domiciliar e de escritórios."

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Questionário/Entrevista

-     Nome do entrevistado (a):__________________________
-     Grau de instrução: ________________________________
-     Idade: __________________________________________
-     Empresa: _______________________________________
-     Cargo que ocupa: ________________________________


QUESTÕES

  1. Para você, o que significa uma construção sustentável?
  2. Atualmente que tipo de tecnologias e materiais construtivos têm sido utilizados nas construções feitas por essa empresa?
  3. Que tipo de benefícios a utilização de materiais construtivos e tecnologias sustentáveis trazem para:

-     O custo das obras;
-     Qualidade e durabilidade da obra
-     Design e decoração;
-     Satisfação do cliente;
-     Imagem da empresa que utiliza tais materiais

  1. Como tem sido a aceitação dos clientes? e do mercado em geral?
  2. Você acredita que de fato a utilização desses materiais construtivos e tecnologias sustentáveis contribuem para reduzir os impactos no meio ambiente? Por que?
  3. O conceito de casas sustentáveis, aplicado geralmente nas classes altas e médias, pode-se aplicar as classes mais baixas?
  4. Na sua opinião, quais os principais motivos que ainda levam empresas e clientes a resistirem na implantação e utilização dos modelos de arquitetura e construção mais sustentáveis?
  5. O que fazer para superar essas resistências?
  6. No final das contas, aplicar o conceito sustentável na construção torna ela  mais barata? Por que?

domingo, 17 de abril de 2011

Comentário- Dorcas

Com relação ao crescimento da utilização de materiais construtivos na arquitetura e na construção civil, Corrêa (2009, p. 10) faz a seguinte afirmação: “a constituição das cidades atualmente tem exigido qualificação e técnicas mais apropriadas e vantajosas para se construir edifícios cada vez mais sustentáveis”.
            Desse modo, surgem as edificações concebidas com responsabilidade social. Diante dessa tendência, pretende-se desenvolver um trabalho teórico e prático que demonstre as vantagens da utilização de tais materiais, apresentando um estudo de caso onde haverá uma comparação entre uma construção feita com materiais construtivos e tecnologias sustentáveis e outra feita com materiais tradicionais.
            Conforme estudos apresentados no corpo do presente trabalho serão ressaltados a necessidade de reflexão sobre a abrangência dos conceitos de materiais construtivos, sustentabilidade e principalmente a possibilidade de alterar os parâmetros vigentes para que se possam obter construções com bases cada vez mais sustentáveis.

sábado, 2 de abril de 2011

Alteração do tema para Meio Ambiente ou Tecnologia????

  Dando sequência aos comentários e discussões  em sala de aula, a sustentabilidade tem sido motivo de grandes debates e desde a década de 80 em todo o mundo. A  idéia principal é "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas".       Daí, pesquisas e estudos em todo o mundo levariam a tópicos relevantes para que se tenha uma construção sustentável nos parâmetros vigentes quanto às questões ambientais.

Com relação ao crescimento da utilização de materiais sustentáveis na arquitetura e na construção civil, Corrêa (2009, p. 10) faz a seguinte afirmação: “a constituição das cidades atualmente tem exigido qualificação e técnicas mais apropriadas e vantajosas para se construir edifícios cada vez mais sustentáveis”.
            Desse modo, surgem as edificações concebidas com responsabilidade social. Diante dessa tendência, pretendo desenvolver um trabalho teórico e prático que demonstre as vantagens da utilização de tais materiais, apresentando um estudo de caso onde haverá uma comparação entre uma construção feita com materiais e tecnologias sustentáveis e outra feita com materiais tradicionais. Creio que a partir desta concepção, o meu tema deverá ser alterado para tecnologia de materiais construtivos.

domingo, 27 de março de 2011

Baixo custo

Casa “R4”, Luis de Garrido, ESPANHA
Este projeto, apresentado na feira Construmat 2007 na Espanha, consiste em duas casas feitas a partir de contêineres de navio - uma tentativa de apresentar uma solução econômica e atrativa para a construção a partir de materiais reciclados. Tudo foi projetado para minimizar a utilização de recursos não renováveis e combustíveis fósseis durante sua produção.
OBRA SUSTENTÁVEL SEM MUITO GASTO
Os defensores da arquitetura sustentável garantem que é possível aderir ao movimento sem gastar fortunas na busca de materiais ditos “ecológicos”, ou ter que se aventurar usando materiais alternativos. Para tanto, existem algumas recomendações básicas como, por exemplo:
Fundação e estrutura – Usar cimento tipo CP-3 RS32 ao invés do CP-2. Além do CP-3 ser em torno de 15% mais barato, sua composição utiliza entre 35% a 70% de escória da siderurgia, ou seja, resíduos do processo de produção do aço. O CP-3 é mais resistente à ação de substâncias ácidas, sendo, portanto indicado para construções nas regiões litorâneas. Sua fabricação permite economia no consumo de calcário e uma menor emissão de gás CO2.
Argamassa - Usar cal posolânica nas massas de assentamento e de reboque. Este tipo de cal tem 70% de rocha mineral finamente moída em sua composição, o que dispensa o processo de queima na produção, economizando água. Para assentamento de alvenaria, o traço da mistura fica mais econômico - 1 parte de cimento para duas de cal posolânica e 8 de areia. Para o reboco, diminuir a quantidade de areia para 6 partes.
Paredes – Devemos preferir materiais à base de terra. Eles permitem melhor “respiração” das paredes, muito superior àquelas feitas com blocos de concreto. O ideal é usar tijolos de solo-cimento que, dependendo do modelo, podem até dispensar a argamassa no assentamento. Este tijolo não precisa usar fogo para ser produzido, e já vem com orifícios para passagem da fiação elétrica e da rede hidráulica. Se não for possível usar solo-cimento, podemos usar, por ordem de preferência, o tijolo de barro cozido, bloco cerâmico e, por último, o de concreto.
Fonte: http://www.tadeusales.arq.br/blog/?p=40

Materiais naturais ou reciclados

Casa “Loblolly”, Kieran Timberlake Associates, ESTADOS UNIDOS
Construída sobre uma estrutura de madeira nativa (loblolly pine), esta casa foi projetada com o intuito de otimizar tanto o tempo de construção (com a pré-fabricação da estrutura), quanto a utilização de materiais naturais. Este projeto leva em consideração todas as etapas do processo, da construção ao desmonte.


Arquitetura sustentável- Economia de luz e água

Residência “Walla Womba”, 1 + 2 Achitecture, AUSTRÁLIA
Esta casa foi projetada e construída para integrar-se ao ambiente natural e perturbar o mínimo possível o ecossistema existente. Isolada no meio da floresta, ela não está conectada à rede de abastecimento de água ou esgoto. Possui um sistema de captação de água de chuva e outro para reciclagem de águas servidas, além de painéis fotovoltaicos para garantir a energia necessária ao funcionamento da moradia.
Atualmente, entende-se por ARQUITETURA SUSTENTÁVEL um conjunto de tecnologias que envolvem especialidades distintas como a engenharia civil e filosofia. Para quem se lembra, a arquitetura sustentável é uma vertente da idéia expressa em 1987 no Informe Brundtland. Prega-se o uso dos recursos disponíveis na natureza para atender as necessidades de sobrevivência do Homem, mas, ao mesmo tempo, preservando o planeta para gerações futuras, com atitudes sustentadas por um tripé – as soluções devem ser SOCIALMENTE justas, ECOLOGICAMENTE corretas e ECONOMICAMENTE viáveis.
O conceito de sustentabilidade pode (e deve) estar presente em todas as etapas de uma edificação, desde o projeto até seu uso diário, passando pela construção propriamente dita, que deve usar métodos e materiais que não comprometam o meio ambiente, tanto do local propriamente dito da obra quanto das origens de onde os materiais foram extraídos, beneficiados ou fabricados.